Com a presença do Movimento Focolares, Associação do Seringueiros, Federação do Comércio, Colônia de Pescadores, FIERO, Conselho Regional de Economia, Escola Chico Mendes, Instituto Madeira Vivo, MAB, Autoridades políticas e representantes de instituições de ensino e todos os veículos de comunicação: escrito, falado e televisivo, aconteceu na manhã da quarta-feira (17) a abertura oficial da Campanha da Fraternidade 2010, na Arquidiocese de Porto Velho.
Para compor a mesa foram convidados os Srs. José Aparecido de Oliveira, Coordenador do Projeto Pe. Ezequiel Ramim, em Ji-Paraná, Pe. Geraldo Siqueira, Coordenador Arquidiocesano de Pastoral, Pr. Alan Sharle Schulz, representante do Conselho Nacional das Igrejas Cristãs – CONIC, Secretário Municipal do Desenvolvimento Sócio-econômico e de Turismo do Município de Porto Velho, José Carlos Gadelha, e, para presidir a mesa o Arcebispo de Porto Velho, Dom Moacyr Grechi.
O primeiro a fazer uso da palavra foi Pe. Geraldo que falou dos objetivos transformadores da CF, que ajuda a construir novas relações apontando os princípios de justiça, denunciando as ameaças a violações da dignidade e dos direitos, e abre caminhos para a solidariedade.
Sob o tema: “Economia e Vida” e o lema: “Vocês não podem servir a Deus e ao dinheiro”, a CFE 2010, tem por objetivo colaborar com a promoção de uma economia a serviço da vida, fundamentada no ideal e na cultura da paz a partir do esforço conjunto das igrejas cristãs e de pessoas de boa vontade, para que todos contribuam na construção do bem comum em vista de uma sociedade sem exclusão.
Para alcançar esse objetivo a proposta é sensibilizar a sociedade sobre a importância de valorizar todas as pessoas que a constitui, buscando a superação do ponto de vista onde o ter é mais importante do que a pessoa. e criando laços de convivência mais próxima, em vista do conhecimento mútuo e da superação tanto do individualismo quanto das dificuldades pessoais.
A CF também propõe mostra a relação fé e vida a partir da prática da justiça como dimensão positiva do anúncio do evangelho.
Para alcançar esses objetivos, o ponto estratégico a ser trabalhado no âmbito pessoal durante a CF é: denunciar a competitividade de todo o poder econômico, porque a vida deve estar sempre em primeiro lugar. Buscar uma educação da prática de uma economia de solidariedade, de cuidado com a criação e valorização da vida como o bem mais precioso.
Padre Geraldo convocou todas as igrejas e toda a sociedade para ações sociais e políticas que levem à implantação de um modelo econômico de solidariedade e de justiça para todas as pessoas. É bom salientar que a iniciativa ecumênica demonstra a unidade no essencial da fé e um empenho pela construção de um mundo melhor para todas as pessoas.
A campanha ecumênica é um sinal de compromisso com as igrejas com a transformação da realidade social e da exigência fundamental da fidelidade ao projeto de Deus e à proposta do evangelho que é o seguimento de Jesus Cristo.
Ao participarem em conjunto dessa campanha, as igrejas ganham força para pedir às diferentes instâncias da sociedade que também se unam pelo bem comum no esforço por uma vida como valor mais importante que os interesses pessoais.
Padre Geraldo concluiu lembrando que precisamos denunciar as injustiças e o desrespeito à vida que derivam de uma economia que idolatra o mercado e torna cegas as pessoas, conhecer a iniciativa de quem promove a vida e os excluídos, as instituições que defendem a vida, organizações, entidades e movimentos sociais que ajudam a reconstruir essa casa de todos que é o nosso planeta.
A fé solidária que privilegia o desenvolvimento humano e sustentável, tanto do ponto de vista social quanto do ponto de vista ecológico, enfim, precisamos realizar uma campanha que coloque a economia a serviço da vida.
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