Porto Velho vivenciou no dia 1º de maior, a 11ª Romaria do Trabalhador que, em sintonia com a Campanha da Fraternidade Ecumênica, adotou o tema “CEBs: Trabalho, Economia e Vida”.
Esta edição teve uma característica diferenciada das romarias anteriores, sendo o foco principal das reflexões a exploração da mão de obra e as injustiças cometidas contra o trabalhador.
A multidão de trabalhadores e famílias, de vários bairros, comunidades, movimentos sociais, paróquias, chegou em caravana, inclusive as comunidades de Candeias e durante a caminhada, cada um pode manifestar a alegria e esperança de caminhar com os companheiros de luta. Todos acompanharam atenta e animadamente as reflexões da romaria, que teve início na Paróquia Santa Luzia e com cantos e preces, expressaram sua fé e resistência, caminhando até a Paróquia São José Operário, o padroeiro dos Trabalhadores, onde foi celebrada a missa presidida pelo Arcebispo de Porto Velho, Dom Moacyr Grechi.
Dom Moacyr em sua homilia lembrou um dos mais belos títulos recebido por Jesus: “O Filho do Carpinteiro” e destacou que desde seu nascimento Cristo entrou no mundo do trabalho. Ele é filho do carpinteiro, Ele é carpinteiro. Tendo nascido em uma família pobre trabalha com a força de seu braço, ganha o pão para sua pequena família.
Prosseguindo, ele evidenciou que o homem é co-responsável pela criação e deve fazer seu trabalho em colaboração com Deus; aperfeiçoar e completar o mundo que Deus fez.. Deus viu que todo estava muito bom, mas ainda poderia ser melhorado, poderia ser aperfeiçoado. A escravidão como na época dos judeus quando trabalhavam forçados, a pesava mais que o trabalho. Somente é possível sentir-se filho de Deus quando se está numa situação de liberdade. Buscamos o sonho de Deus: que todos sejam considerados seus filhos, tendo, homens e mulheres o mesmo valor, pois para Deus não existe um filho que valha mais do que o outro.
Dom Moacyr concluiu dizendo que embora já tenhamos dado alguns passos há muito por fazer no campo do trabalho: a reforma agrária que praticamente ainda não aconteceu; muitos no Brasil ainda não têm emprego ou não ganham o suficiente para viver; os povos indígenas que não são respeitados em sua cultura, não podendo viver e trabalhar conforme seus costumes e modo de ser.
Unidos na fé de que uma nova ordem econômica de justiça e paz e um mundo novo são possíveis, encerramos o Dia do Trabalho e de São José Operário, com a Bênção dos Trabalhadores e de suas Carteiras de Trabalho, em clima de louvor e confraternização.
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